Tabela do INSS 2026 explicada faixa por faixa
Última atualização:
Resposta rápida
A tabela do INSS para trabalhadores CLT em 2026 tem quatro faixas progressivas: 7,5% até R$ 1.621,00, 9% até R$ 2.902,84, 12% até R$ 4.354,27 e 14% até o teto de R$ 8.475,55. A alíquota é aplicada dentro de cada faixa, não sobre o salário total. Quem ganha acima do teto continua contribuindo com o mesmo valor máximo.
Como uma tabela progressiva funciona
A primeira confusão com o INSS é achar que a alíquota da última faixa vale para o salário inteiro. Não vale. A tabela é progressiva no mesmo sentido da tabela do Imposto de Renda: cada parte do salário cai em uma faixa, e cada faixa tem sua própria alíquota.
Para entender, vale um exemplo numérico passo a passo. Salário bruto de R$ 3.500,00:
- Os primeiros R$ 1.621,00 caem na 1ª faixa (7,5%) → contribuição: R$ 121,58
- Os próximos R$ 1.281,84 (de R$ 1.621,01 até R$ 2.902,84) caem na 2ª faixa (9%) → R$ 115,37
- Os próximos R$ 597,16 (de R$ 2.902,85 até R$ 3.500,00) caem na 3ª faixa (12%) → R$ 71,66
- Total descontado: R$ 308,61
A alíquota efetiva sobre o salário inteiro é 308,61 ÷ 3.500 = 8,82%, não 12%. Quem olha só a faixa em que caiu (12%) costuma superestimar o desconto e ficar surpreso quando o líquido sai maior.
As quatro faixas em detalhe
| Faixa | De | Até | Alíquota |
|---|---|---|---|
| 1ª | R$ 0,00 | R$ 1.621,00 | 7,5% |
| 2ª | R$ 1.621,01 | R$ 2.902,84 | 9% |
| 3ª | R$ 2.902,85 | R$ 4.354,27 | 12% |
| 4ª | R$ 4.354,28 | R$ 8.475,55 (teto) | 14% |
Os limites foram fixados pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13 de 9 de janeiro de 2026 e são reajustados anualmente em janeiro, junto com o salário mínimo. O modelo progressivo entrou em vigor em março de 2020 pela Emenda Constitucional 103/2019 (Reforma da Previdência), substituindo o sistema antigo de alíquota única dentro de cada faixa.
Onde o INSS aparece no holerite
No demonstrativo de pagamento (holerite ou contracheque), o INSS aparece na coluna de descontos, geralmente com a sigla “INSS” ou “Contribuição Previdenciária”. O valor descontado vai para a Previdência Social todo mês via guia recolhida pelo empregador.
Quem nunca olhou com atenção pode estranhar: o cálculo no holerite às vezes diverge alguns centavos do que aparece em calculadoras genéricas. O motivo é o arredondamento na 2ª casa decimal a cada faixa. A regra exata da Receita está na própria portaria.
Outra observação útil: o INSS é descontado antes do IR. Na hora de calcular o Imposto de Renda mensal (IRRF), o INSS é deduzido da base. Isso vale para a calculadora de salário líquido, que aplica os dois descontos em sequência.
O teto do INSS e quem ganha acima
O teto previdenciário em 2026 é de R$ 8.475,55. Significa duas coisas:
- Quem ganha exatamente o teto contribui com 14% efetivos sobre todo o salário, ou seja, R$ 1.186,58 por mês. Esse é o valor máximo de contribuição INSS para CLT.
- Quem ganha acima do teto continua pagando R$ 1.186,58. A parte do salário acima de R$ 8.475,55 não gera contribuição adicional, mas também não conta para o cálculo da aposentadoria.
Resultado: a alíquota efetiva cai quanto mais alto o salário sobe acima do teto. Quem ganha o dobro do teto paga ainda os mesmos R$ 1.186,58, alíquota efetiva de 7%. Quem ganha o triplo paga o mesmo valor, alíquota efetiva próxima de 4,7%.
Esse plateau no INSS é o motivo pelo qual quem ganha bem mais que o teto costuma complementar com previdência privada (PGBL ou VGBL). O teto da Previdência Social é também o teto do benefício, e R$ 8.475,55 hoje paga uma aposentadoria modesta para padrão alto de vida.
Tabelas diferentes: autônomo, MEI e doméstico
A tabela acima vale para o trabalhador CLT comum (carteira assinada na iniciativa privada e empregado doméstico). Outras categorias têm regras próprias:
Autônomo (contribuinte individual): recolhe via GPS (Guia da Previdência Social) com alíquota de 20% sobre o salário de contribuição declarado, com mínimo de um salário mínimo (R$ 1.621,00) e máximo do teto previdenciário. Existe a opção de plano simplificado com alíquota de 11%, que reduz contribuição mas limita aposentadoria a um salário mínimo.
MEI: contribuição embutida no DAS-MEI, no valor de 5% do salário mínimo (R$ 81,05 em 2026). Garante aposentadoria por idade no valor de um salário mínimo, mas não acumula tempo de contribuição com base salarial alta. Quem quer aposentadoria maior pode complementar com 15% adicionais.
Doméstico: desde a Lei Complementar 150/2015, segue a mesma tabela CLT acima. O empregador é obrigado a recolher via eSocial Doméstico (DAE).
Facultativo (estudante, dona de casa, desempregado): recolhe via GPS. Pode escolher o plano normal (20%) ou simplificado (11%, limita benefícios a 1 SM) ou ainda o facultativo de baixa renda (5%, requisitos específicos de renda familiar).
A tabela vai mudar em 2027?
Provavelmente, mas só nos limites de cada faixa. As alíquotas (7,5%, 9%, 12%, 14%) foram fixadas em lei pela EC 103/2019 e não mudam sem nova emenda constitucional. O que muda anualmente são os valores limite de cada faixa, reajustados em janeiro com base no INPC e atrelados ao salário mínimo.
Para 2027, espera-se que o teto INSS suba conforme inflação. O limite da 1ª faixa costuma acompanhar o salário mínimo de perto. As variações tendem a ser de poucos por cento ao ano.
Quem quer simular cenários de salário diferentes pode usar a calculadora do INSS, que aplica a tabela atualizada e mostra o cálculo faixa por faixa.
Fontes oficiais
- Previdência Social — Tabela INSS — portal oficial do INSS com a tabela vigente.
- Portaria Interministerial MPS/MF nº 13 de 9 de janeiro de 2026 — fixa os limites e alíquotas para o ano.
- Emenda Constitucional 103/2019 — instituiu a tabela progressiva.
- Lei Complementar 150/2015 — direito previdenciário do empregado doméstico.
Para questões específicas (revisão de contribuição, retroativos, vínculos não registrados), o caminho é consultar diretamente o app Meu INSS ou um advogado previdenciarista.
Como esta calculadora é mantida
- As tabelas (IR, INSS, salário mínimo) vêm direto das fontes oficiais — Receita Federal, Previdência Social, Banco Central — coletadas automaticamente por um pipeline que roda no nosso servidor e versiona cada coleta.
- As fórmulas seguem a legislação vigente: a base legal (lei, decreto, portaria, instrução normativa) está citada no rodapé desta página, com link para o texto oficial.
- O cálculo acontece no seu navegador. Nenhum valor digitado é enviado para servidor, salvo em cookie ou repassado a terceiros.
- Erro de cálculo, sugestão ou dúvida sobre a fonte: fale com a gente pela página de contato. Metodologia completa em /sobre.
Esta calculadora é uma ferramenta de simulação. Casos com várias fontes de renda, ganho de capital, planejamento previdenciário complexo ou situação tributária específica precisam da análise de um contador habilitado.
Calculadoras relacionadas
- INSSCalcular agora →
Calculadora INSS 2026
Contribuição mensal pela tabela progressiva 2026, com breakdown faixa a faixa e teto.
- Imposto de RendaCalcular agora →
Calculadora de Imposto de Renda 2026
Calcule IR mensal (IRRF) e anual (IRPF) com a nova tabela 2026 e a redução da Lei 15.270/2025.
- MEICalcular agora →
Calculadora MEI — Mensalidades e Limites
DAS-MEI mensal, limites de faturamento e desenquadramento.
- Restituição IRCalcular agora →
Simulador de Restituição do IR
Estime sua restituição ou imposto a pagar na declaração anual.
Artigos relacionados
Autônomo: como recolher INSS pelo carnê GPS em 2026
Como o contribuinte individual (autônomo) recolhe INSS em 2026: alíquotas de 20% e 11%, limites de salário de contribuição, GPS, eSocial e diferenças entre planos.
Regra de pontos da aposentadoria 2026 explicada
A regra de pontos da aposentadoria em 2026: 93 pontos para mulher e 103 para homem, com tempo mínimo de 30 e 35 anos de contribuição. Como calcular e quem se beneficia.
Vale a pena recolher INSS acima do teto em 2026?
Contribuir acima do teto INSS de R$ 8.475,55: o que muda na aposentadoria, alternativas em PGBL/previdência privada e quem realmente se beneficia.
Valor da aposentadoria: o coeficiente 60% + 2% explicado
Como o valor da aposentadoria é calculado pós-Reforma de 2019: 60% da média + 2% por ano de contribuição acima do mínimo. Exemplos numéricos passo a passo.