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Calculadora de Juros Compostos 2026

Quanto seu dinheiro pode render em juros compostos ao longo do tempo? Simule aporte inicial, aportes mensais e taxa para projetar o valor futuro de qualquer investimento.

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Resumo

Total investido
Juros ganhos
% do total que veio de juros
Multiplicador

Taxa efetiva

Mensal
Anual equivalente
Valor futuro
Total acumulado ao final do período (sem descontar IR).
Lembre do IR

A maioria dos investimentos de renda fixa tem IR regressivo: 22,5% (até 180 dias) a 15% (acima de 720 dias). LCI/LCA e poupança são isentos.

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A força dos juros compostos no longo prazo

Albert Einstein supostamente chamou os juros compostos de "a oitava maravilha do mundo". Verdade ou lenda, a matemática mostra por quê. Veja o que acontece com aportes mensais de R$ 500 a 1% ao mês:

Prazo Total investido Juros ganhos Valor final
5 anosR$ 30.000R$ 11.400R$ 41.400
10 anosR$ 60.000R$ 56.000R$ 116.000
20 anosR$ 120.000R$ 380.000R$ 500.000
30 anosR$ 180.000R$ 1.580.000R$ 1.760.000

O segredo: nos primeiros anos, os rendimentos vêm principalmente dos aportes. A partir de 10 anos, os juros começam a render juros sobre o que já rendeu. Aos 30 anos, 90% do valor final é juros, e só 10% é o dinheiro que você efetivamente colocou.

Onde aplicar com juros compostos no Brasil

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre juros simples e compostos?
Em juros simples, os rendimentos saem só do capital inicial: R$ 1.000 a 1% ao mês rendem R$ 10 sempre, todo mês. Em juros compostos, os rendimentos viram capital pro mês seguinte: no primeiro mês R$ 1.000 rende R$ 10; no segundo, R$ 1.010 rende R$ 10,10; e assim por diante. A diferença começa pequena e fica enorme no longo prazo. Em 30 anos, juros compostos a 1% ao mês transformam R$ 1.000 em R$ 35.949; juros simples no mesmo período viram só R$ 4.600.
Como saber se uma aplicação rende mais que outra?
Compare pela taxa efetiva, não pela taxa nominal. Bancos e corretoras costumam divulgar a taxa anual nominal (ex: "CDB de 100% do CDI"). Para comparar, descubra a taxa efetiva: CDB pós-fixado a 100% CDI rende cerca de 12% ao ano em 2026 (a SELIC está em 11-12%). Tesouro Selic rende praticamente a SELIC menos a taxa de custódia da B3 (0,2% ao ano). Poupança rende TR + 0,5% ao mês (cerca de 6% ao ano em 2026), bem abaixo.
O IR afeta meus rendimentos?
Sim, para a maioria das aplicações de renda fixa. A tabela regressiva do Imposto de Renda sobre investimentos: até 180 dias = 22,5%; 181-360 dias = 20%; 361-720 dias = 17,5%; acima de 720 dias = 15%. Apenas LCI, LCA, debêntures incentivadas e Tesouro IPCA+ aposentadoria extra (RFB) são isentas. Poupança também é isenta. Cuidado: a CDB rendendo "100% CDI" rende, na prática, ~85% CDI após o IR (depois de 2 anos).
Posso começar a investir com aporte pequeno?
Sim. O Tesouro Direto permite começar com R$ 30, uma fração do título mínimo. CDB de bancos digitais (Nubank, Inter, C6) costumam aceitar R$ 100 ou menos. PGBL e VGBL têm aportes mensais a partir de R$ 100. O importante não é o valor inicial, é a constância: aportes pequenos mensais somam mais que um único aporte grande.
Quanto tempo de aplicação faz diferença?
O tempo é a variável mais poderosa em juros compostos. Quem aplica R$ 500 por mês a 1% ao mês durante 10 anos termina com cerca de R$ 116.000. Os mesmos R$ 500 mensais a mesma taxa por 20 anos viram R$ 500.000. Por 30 anos, R$ 1.760.000. Cada década adiciona muito mais que a anterior. Por isso o conselho: começa antes, mesmo que pouco.
Qual a relação entre SELIC e meus investimentos?
A SELIC é a taxa básica da economia, definida pelo Banco Central a cada 45 dias. Quase todos os investimentos de renda fixa rendem em função dela: Tesouro Selic = SELIC menos custódia; CDBs prefixados são precificados pela SELIC esperada; LCI/LCA seguem o CDI (próximo da SELIC). Quando a SELIC sobe, esses investimentos rendem mais; quando cai, rendem menos. Em 2026, com SELIC em torno de 11-12%, o cenário favorece a renda fixa.
CDI, SELIC, IPCA — qual indexador escolher?
CDI/SELIC = renda fixa pós-fixada, segue a taxa básica. Bom pra reserva de emergência. IPCA+ = renda fixa com proteção contra inflação (Tesouro IPCA+, CDB IPCA+). Garante poder de compra real ao longo do tempo. Bom para objetivos de longo prazo (aposentadoria, comprar imóvel). Prefixado = taxa fixa contratada hoje. Bom quando você acredita que a SELIC vai cair (trava taxa alta). Diversificar entre os três protege contra cenários diferentes.
Poupança ainda vale a pena?
Quase nunca. Poupança rende TR + 0,5% ao mês quando SELIC está acima de 8,5% ao ano (regime atual em 2026). Isso dá cerca de 6% ao ano, vs ~11% do Tesouro Selic. Em 30 anos, a diferença pode ser de centenas de milhares de reais. A vantagem da poupança é isenção de IR e liquidez diária, mas isso o Tesouro Selic também oferece (com 1 dia útil de prazo). Só vale a pena pra valores muito pequenos ou quem rejeita qualquer tipo de complexidade.
Como funciona o longo prazo na previdência privada?
PGBL e VGBL são planos de previdência privada que somam aporte mensal + rentabilidade compostos por décadas. PGBL é dedutível do IR até 12% da renda bruta anual (declaração completa); bom pra quem paga IR. VGBL não é dedutível, mas tributa só o rendimento na saída; bom pra quem é isento ou já estourou o limite de 12% do PGBL. Ambos têm tabela regressiva ideal pra quem mantém investido por 10+ anos: 10% de IR sobre o rendimento (regressiva longa). Combine com a simulação de aposentadoria para entender o efeito conjunto.
O que considerar antes de investir um valor grande de uma vez?
Verifique três coisas antes de investir um aporte grande: (1) reserva de emergência montada (6 meses de despesas em Tesouro Selic ou CDB de liquidez diária); (2) sem dívidas caras (cartão, cheque especial), porque quitar dívida com juros de 10% ao mês rende mais que qualquer investimento — se for o caso, simule a renegociação na calculadora de empréstimo pessoal; (3) horizonte de tempo: se vai precisar do dinheiro em 6 meses, evite investimentos de prazo longo (IPCA+, CDB com carência). Cumprido isso, a melhor escolha geralmente é diversificar entre CDI (40%), IPCA+ (40%) e prefixado (20%).

Como esta calculadora é mantida

  • As tabelas (IR, INSS, salário mínimo) vêm direto das fontes oficiais — Receita Federal, Previdência Social, Banco Central — coletadas automaticamente por um pipeline que roda no nosso servidor e versiona cada coleta.
  • As fórmulas seguem a legislação vigente: a base legal (lei, decreto, portaria, instrução normativa) está citada no rodapé desta página, com link para o texto oficial.
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  • Erro de cálculo, sugestão ou dúvida sobre a fonte: fale com a gente pela página de contato. Metodologia completa em /sobre.

Esta calculadora é uma ferramenta de simulação. Casos com várias fontes de renda, ganho de capital, planejamento previdenciário complexo ou situação tributária específica precisam da análise de um contador habilitado.