C Calculify

Simulador de Financiamento de Veículo 2026

Quanto sai a parcela do carro? Quanto vai pagar de juros ao longo do contrato? Simule com IOF e CET reais, compare cenários de entrada e veja o sobrepreço total antes de assinar.

Última atualização:

Simular financiamento

O cálculo roda no seu navegador. Nada do que você digita sai daqui.

Estrutura do financiamento

Entrada (% do veículo)
Valor financiado
IOF
Principal financiado

Custos totais

Total das parcelas
Juros pagos
Total desembolsado
Sobrepreço (vs à vista)

CET

Taxa anual nominal
CET mensal
CET anual
Parcela mensal (PRICE)
Valor fixo do início ao fim do contrato.
Atenção

A simulação não inclui seguros embutidos (prestamista, garantia auto) que algumas instituições adicionam à parcela. Peça o CET formal antes de assinar.

Achou útil? Compartilhar no WhatsApp

Quanto de entrada faz diferença real?

A entrada é o fator mais sensível do custo final. Veja, com taxa de 1,8% ao mês e prazo de 48 meses, um veículo de R$ 80.000:

Cada 10% adicional de entrada diminui o sobrepreço em torno de R$ 3.700 no exemplo acima. Por isso, vale a pena adiar a compra do veículo por alguns meses pra juntar uma entrada maior, se isso for possível.

Por que comparar pelo CET

Duas concessionárias ou bancos podem oferecer a mesma taxa nominal de juros e ter CET muito diferentes. A diferença mora nos encargos embutidos: IOF, tarifa de avaliação, seguro prestamista, garantia estendida, registro do contrato. Tudo isso compõe o CET (Custo Efetivo Total), expresso em % ao ano.

A Resolução CMN 3.517/2007 obriga as instituições financeiras a informar o CET por escrito antes da contratação. Se a concessionária não te apresenta a CET, ela está descumprindo norma do Banco Central. Para mais sobre o tema, veja a página sobre empréstimo pessoal.

Alienação fiduciária: o que significa

Durante o contrato, o carro fica em seu nome no CRV mas com restrição: "alienado fiduciariamente". É o banco que detém a propriedade resolúvel, e você fica como possuidor. Tem todos os direitos de uso (dirigir, registrar IPVA, transferir entre estados), mas não pode vender sem antes quitar o financiamento (ou transferir o contrato pra outra pessoa, com aprovação do banco).

Se o banco precisar reaver o veículo (inadimplência), a alienação fiduciária permite ação de busca e apreensão rápida, com liminar em até 5 dias. Por isso, financiamento de veículo é um produto considerado de baixo risco pra os bancos, e as taxas geralmente são menores que empréstimo pessoal sem garantia.

Após pagar a última parcela, o banco emite o termo de quitação. Com ele em mãos, vai-se ao Detran para baixa do gravame e liberação do CRV livre.

Perguntas frequentes

Qual o tamanho ideal de entrada?
A regra simples: quanto maior a entrada, melhor a taxa e menor o custo total. Bancos costumam exigir mínimo de 10% a 20%. Entrada de 30-50% costuma destravar as melhores taxas e o financiamento como um todo fica em torno de 30% mais barato que com entrada mínima. Acima de 50%, o ganho marginal diminui: só vale a pena se o caixa não tiver outro uso melhor.
Vale mais financiar ou comprar à vista?
À vista quase sempre é mais barato, porque você não paga juros nem IOF. Mas envolve trade-off: imobilizar R$ 60-80 mil de uma vez pode custar oportunidade de investir. Cálculo prático: se o CET anual do financiamento é maior que o rendimento da sua alternativa de investimento (Tesouro Selic, CDB 100%+ CDI — use a calculadora de juros compostos para projetar), à vista vence. Se sua alternativa rende mais que o CET, financiar e investir faz mais sentido financeiramente.
Quais taxas estão sendo praticadas em 2026?
Com a SELIC entre 11% e 12% ao ano, as faixas aproximadas em 2026: bancos tradicionais 1,5%-2,5% ao mês; bancos digitais (Nubank, Itaú via app, Inter) 1,2%-2% ao mês; financeiras de concessionárias 2%-3,5% ao mês (geralmente mais caras, mas com aprovação mais rápida). Para veículos seminovos, as taxas costumam ser 0,3%-0,5% maiores que pra zero km.
Vale a pena consórcio em vez de financiamento?
Depende da urgência. Consórcio não tem juros, só taxa de administração (8-25% diluída) e fundo de reserva, mas você só recebe o carro quando for contemplado por sorteio ou lance (pode demorar 1 a 5 anos). Financiamento entrega o carro imediatamente, com juros e IOF. Se você não tem pressa e tem disciplina pra continuar pagando depois de contemplado, consórcio sai mais barato no longo prazo.
Posso quitar o financiamento antes do prazo?
Sim. O artigo 52 do Código de Defesa do Consumidor garante o direito à liquidação antecipada, com redução proporcional dos juros. Você paga o saldo devedor descontado, sem multa. Vale a pena se você tem caixa parado e a taxa do financiamento é maior que o rendimento de outras aplicações. Para amortização parcial, peça o cálculo formal ao banco.
O carro fica em meu nome durante o financiamento?
Sim, mas com alienação fiduciária (Lei 4.728/65 e Decreto-Lei 911/69). O documento (CRV) sai em seu nome com a anotação "alienado fiduciariamente a [banco X]". Você é o possuidor e tem todos os direitos de uso, mas não pode vender o veículo sem quitar antes (ou transferir o financiamento). Mesmo durante esse período, o proprietário continua devendo o IPVA anual. Após a última parcela, o banco emite o termo de quitação e você consegue o CRV livre no Detran.
Financiamento direto na concessionária ou no banco — qual escolher?
Compare as duas propostas pelo CET. A concessionária ganha comissão da financeira parceira, então a taxa nominal pode parecer atrativa mas o CET tende a ser maior por causa de tarifas embutidas, seguro prestamista obrigatório e adicional de garantia. O banco no qual você já é cliente costuma oferecer taxas melhores se tiver relacionamento ativo (conta-salário, investimentos). Peça a CET formal por escrito dos dois lados antes de decidir.
E se eu não conseguir pagar uma parcela?
Procure o banco imediatamente. Com 30 dias de atraso seu nome vai aos cadastros de inadimplência (Serasa, SPC); com 60-90 dias o banco pode iniciar a busca e apreensão do veículo (ação rápida, decisão liminar em 5 dias). Antes disso, dá pra negociar: renegociação com prazo estendido, portabilidade pra outra instituição com taxa menor (Resolução CMN 4.292/2013), ou refinanciamento. Quitar adiantado parte do principal com qualquer caixa disponível ajuda a baixar o saldo devedor.
Qual a documentação necessária?
Pessoa física: RG ou CNH, CPF, comprovante de residência (até 90 dias), comprovante de renda (3 últimos holerites, IR, extrato bancário 3 meses para autônomos). Para veículo usado, vistoria veicular e cópia do CRV. Bancos digitais costumam fazer tudo online; concessionárias normalmente exigem documentação física. Score baixo ou nome sujo praticamente impede a aprovação.
Posso usar carta de crédito do consórcio como entrada?
Sim. Se você foi contemplado em um consórcio mas o valor da carta não cobre o veículo desejado, dá pra usar a carta como entrada e financiar o restante. Combina o benefício do consórcio (sem juros sobre o valor da carta) com a rapidez do financiamento. Cuidado: alguns bancos cobram taxa de avaliação adicional pra essa modalidade. Verifique o CET total.

Como esta calculadora é mantida

  • As tabelas (IR, INSS, salário mínimo) vêm direto das fontes oficiais — Receita Federal, Previdência Social, Banco Central — coletadas automaticamente por um pipeline que roda no nosso servidor e versiona cada coleta.
  • As fórmulas seguem a legislação vigente: a base legal (lei, decreto, portaria, instrução normativa) está citada no rodapé desta página, com link para o texto oficial.
  • O cálculo acontece no seu navegador. Nenhum valor digitado é enviado para servidor, salvo em cookie ou repassado a terceiros.
  • Erro de cálculo, sugestão ou dúvida sobre a fonte: fale com a gente pela página de contato. Metodologia completa em /sobre.

Esta calculadora é uma ferramenta de simulação. Casos com várias fontes de renda, ganho de capital, planejamento previdenciário complexo ou situação tributária específica precisam da análise de um contador habilitado.