Calculadora de IPTU 2026
Estima o IPTU anual de imóvel residencial, comercial ou terreno nas 30 maiores cidades do Brasil, com desconto de cota única e comparativo de parcelamento.
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IPTU Residencial:
Alíquota
IPTU bruto
IPTU a pagar
Desconto cota única:
Parcelamento típico:
Base legal municipal: .
A fórmula explicada na prática
Imagine um apartamento em SP com valor venal de R$ 400.000. Alíquota residencial nominal: 1%. O IPTU bruto é R$ 4.000. Com desconto de 4% para cota única, fica R$ 3.840 à vista. Parcelado em 10 vezes, dá R$ 400 por mês.
Agora pegue o mesmo apartamento em Goiânia: valor venal R$ 400.000, alíquota residencial 0,3%, IPTU bruto R$ 1.200. Com 12% de desconto à vista, fica R$ 1.056. A diferença para SP, no mesmo imóvel hipotético, é de R$ 2.800 por ano. Por isso muita gente reclama do IPTU paulistano e quase ninguém comenta o de Goiânia.
O valor venal usado pela prefeitura quase sempre fica abaixo do valor real de mercado. Em SP, um apartamento que vale R$ 600.000 no mercado costuma ter valor venal de R$ 400.000 (cerca de 67%). É proposital: a base de cálculo fiscal foi calibrada para que a tributação não se torne politicamente impagável.
Progressividade: por que imóveis maiores pagam alíquota maior
A EC 29/2000 alterou a CF art. 156 §1º para autorizar progressividade no IPTU em razão do valor venal. Antes, prevalecia o entendimento do STF (Súmula 668) de que progressividade só cabia em IPTU territorial com função social. Após a emenda, virou regra aceita.
Hoje SP, RJ, BH, Salvador, Porto Alegre e outras capitais aplicam tabelas escalonadas: cada faixa de valor venal tem uma alíquota maior, com fórmula de desconto progressivo que suaviza a curva. O efeito prático: dois apartamentos no mesmo município com valores venais R$ 200 mil e R$ 800 mil podem ter alíquotas efetivas de 0,7% e 1,4%, respectivamente. O IPTU dobra na alíquota e quadruplica em valor.
Esta calculadora usa uma alíquota representativa da faixa residencial mais comum (imóveis de R$ 200 mil a R$ 700 mil). Para imóveis muito acima ou abaixo, o IPTU emitido pode diferir em ±15% do estimado aqui.
Por que o terreno paga tanto IPTU
O Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001) deu aos municípios um instrumento poderoso: a progressividade no tempo para terrenos sem uso em áreas urbanas com plano diretor que exija edificação. A lógica é forçar o proprietário a construir, vender ou perder o terreno para o município. O caminho:
- Município notifica o proprietário do terreno para parcelar, edificar ou utilizar.
- Prazo de 1 ano para apresentar projeto, 2 anos para iniciar a obra.
- Sem cumprimento, o IPTU passa a ser progressivo no tempo: a alíquota dobra a cada ano, até o teto de 15%.
- Após 5 anos cobrando alíquota máxima, o município pode desapropriar o terreno e pagar em títulos da dívida pública (Estatuto da Cidade art. 8º).
Na prática, pouquíssimas cidades chegam até a desapropriação, mas a alíquota progressiva já força negociação. Em São Paulo, alguns terrenos no centro pagam IPTU equivalente a 5%-10% do valor de mercado por ano, o que torna economicamente inviável manter o lote vago.
Perguntas frequentes
Como o IPTU é calculado?
O que é valor venal?
Por que SP, RJ e BH têm alíquotas progressivas?
Quem tem isenção do IPTU?
Compensa pagar à vista?
O parcelamento em 10x cobra juros?
Como contestar o IPTU?
IPTU territorial é diferente?
IPTU atrasado: o que acontece?
Compra um imóvel: o IPTU atrasado é meu problema?
Como esta calculadora é mantida
- As tabelas (IR, INSS, salário mínimo) vêm direto das fontes oficiais — Receita Federal, Previdência Social, Banco Central — coletadas automaticamente por um pipeline que roda no nosso servidor e versiona cada coleta.
- As fórmulas seguem a legislação vigente: a base legal (lei, decreto, portaria, instrução normativa) está citada no rodapé desta página, com link para o texto oficial.
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Esta calculadora é uma ferramenta de simulação. Casos com várias fontes de renda, ganho de capital, planejamento previdenciário complexo ou situação tributária específica precisam da análise de um contador habilitado.
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